É albino o panda mais raro do mundo e foi fotografado pela primeira vez na China
- Charles Bonieck
- 6 de jun. de 2019
- 2 min de leitura
De acordo com a WWF há cerca de 1864 pandas gigantes em estado selvagem. Que se saiba, só um deles será albino. Foi esse o animal que as câmaras de vigilância de um parque chinês captaram.

O panda foi fotografado pelas câmaras de segurança da Reserva Natural Nacional de Wolong
Terá sido já em abril que, num dia como tantos outros, o panda gigante albino apareceu perante as câmaras de segurança da Reserva Natural Nacional de Wolong, na província chinesa de Sichuan. A notícia foi revelada agora pelas autoridades depois de as imagens serem devidamente analisadas por especialistas: o animal filmado será o único exemplar da espécie — que até já esteve em perigo de extinção mas que agora é “apenas” considerada vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
Ao todo, de acordo com a WWF, serão 1864 os pandas gigantes restantes nas florestas da China em estado selvagem. O animal que no mês passado foi apanhado pelas câmaras de Wolong foi o primeiro panda gigante albino alguma vez avistado — pelo que as autoridades chinesas acreditam que é o único da espécie.
Li Sheng, investigador da Universidade de Pequim e especialista em ursos, disse isso mesmo à CCTV, a televisão pública da China. A partir das imagens do animal, precisou ainda que terá entre um e dois anos de idade e será saudável: “O panda parece forte e os seus passos são seguros, é um sinal de que a mutação genética não representa um impedimento para a sua vida“.
Apesar de já terem sido anunciadas descobertas semelhantes, esta é a primeira vez que a existência de um panda gigante albino — sem as manchas escuras distintivas da espécie e com os olhos vermelhos — é documentada em estado selvagem. Os responsáveis pela Reserva Natural Nacional de Wolong já disseram que estão a ponderar aumentar a cobertura fotográfica da floresta de bambu, para saber mais sobre o animal.
Explica a National Geographic, os animais albinos, resultado de uma mutação genética que bloqueia a produção de melanina, são mais vulneráveis aos predadores, não só porque têm uma capacidade de camuflagem menor mas também porque frequentemente têm problemas de visão, o que os pode impedir de detetar o perigo — e de fugir dele.
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