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Icerberg gigantesco está se separando da Antártida

  • Foto do escritor: Charles Bonieck
    Charles Bonieck
  • 11 de jul. de 2019
  • 2 min de leitura

Devido a ruptura, a estação britânica da Antártida, que fica localizada em uma plataforma flutuante de gelo, acabou sendo transferida em 2017 para um local mais longe de onde irá ocorrer a ruptura.




Quando o assunto é derretimento de geleiras ou algo relacionado a icebergs, logo nos vem a cabeça os efeitos do aquecimento global. Pois bem, no caso que iremos mostrar, a culpa, de acordo com os pesquisadores, não é do aquecimento do mundo.

Um iceberg de grande proporção deve se romper muito em breve perto da estação britânica de pesquisa Halley VI, na Antártida. Os cientistas Jan De Rydt e Hilmar Gudmundsson  passaram anos estudando o local e disseram que o rompimento é resultante da erosão natural.

Por conta da questão, a estação britânica da Antártida, que fica localizada em uma plataforma flutuante de gelo, acabou sendo transferida em 2017 para um local mais longe de onde irá ocorrer a ruptura.


Conforme comentamos, o tamanho do iceberg que irá se romper é bastante grande, ou seja, o equivalente a 150 mil campos de futebol. Ainda não se sabe quando a ruptura irá ocorrer, mas pode ser a qualquer momento. Para garantir a segurança, os funcionários da estação britânica foram transferidos para outro local.

Os pesquisadores da Northumbria University estão convictos que o aquecimento global não é responsável pela ruptura. Jan De Rydt e Hilmar Gudmundsson construíram um modelo que demonstra o comportamento da plataforma, chamada de Brunt Ice Shelf.

O Brunt é uma amálgama de gelo glacial que acabou se deslocando do continente e passou a flutuar pelo oceano a 400 metros por ano.


Além da rachadura que deve acabar em um rompimento, existe outra na plataforma de gelo. Ela foi encontrada em 2016 e também não possui relação com o aquecimento global.

"Não há indicação de dados oceanógrafos nem atmosféricos de que o clima está afetando a área de Brunt", disse Rydt à BBC News.

"Nossas observações do oceano sofrem limitações, mas que o temos não indica a ocorrência de qualquer coisa incomum. Nosso modelo mostra que o que estamos vendo pode ser perfeitamente explicado por mudanças naturais na geometria do gelo", disse ainda.

A ruptura não tem data para ocorrer, mas deve produzir um iceberg de cerca de 1.500 Km². "Eu diria que (o rompimento) vai acontecer a qualquer momento, num prazo de um ano", diz Gudmundsson.


FONTE: TERRA

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